sábado, 10 de outubro de 2009

As dores do silêncio II






Quem és tu ó morte?
que passa pela vida
da gente e leva embora
uma parte de nós?

Quem és tu ó morte?
que chega de forma discreta, calma e fatal
e muda tudo...

Porque chega tão de repente
e arranca de nós pessoas
sem ao menos dar tempo para palavras de despedidas?
...


Esse devaneio me veio em meio a um dia de trabalho conturbado que eu sentia muito a ausência de pessoa importante.
Escrever tem sido uma terapia e remédio para as dores da alma ... as dores do silêncio

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A dores do silêncio I




Ao meu redor
Procuro entender
O que virá
Se bem longe eu vou estar
Diante de Ti
Eu entreguei os meus caminhos
Pra Te sentir
E nunca mais chorar sozinho
Mas cansado estou
e fraco a esperar
que Tua doce voz venha o meu sono despertar
Manda Teu espírito e vem me abraçar
Pra eu não chorar
Preciso de Ti aqui
Pra me consolar
Manda Teu espírito e vem me abraçar
Pra eu não chorar
Preciso de Ti aqui
Pra me consolar
Só Você faz o mar se acalmar
E traz paz iluminando o meu olhar
Sabes ouvir as dores do silêncio
E persistir em esquecer os meus lamentos
Sei que em Você
Encontro meu alento
Estendo as minhas mãos
Entrego os meus sentimentos
Manda Teu espírito e vem me abraçar
Pra eu não chorar
Preciso de Ti aqui
Pra me consolar








Essa música retrata o momento que estou vivendo e o que estou sentindo...

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

"Eu não tenho tempo algum, porque ser feliz me consome!"


Frase de impacto essa...


E mais uma vez de Adélia Prado...


mulher simples que sabe traduzir em palavras o cotidiano...




Estou lendo um livro interessante de Fábio de Melo e Grabriel Chalita: Cartas entre amigos.
Alguns trechos interessantes:
"O fracasso só será definitivo para aqueles que o compreenderem como ponto final da obra.
É melhor encará -lo como reticências..."
"O amor é o maior de todos os artesanatos. Não amamos da noite para o dia. Amor é construção que requer empenho, assim como a trama dos teares requer demora na escolha das linhas e das cores."
"Temos esse poder.
O poder de dar significado às pessoas que amamos.
O poder de tirá-las do meio da multidão e ajudá-las fraternalmente"
" O amor nos socorre do esquecimento.
Retira o poder definitivo da lápide, porque sobrevive na continuidade do que plantamos"
É isso!
Caminhar sempre
é a ordem


sábado, 29 de agosto de 2009

"Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é “muito” pra ser insignificante."
(Charles Chaplin)
Bem,resolvi mudar o título do meu blog, não sou inconstante mas, esse novo título relata com mais clareza a intenção do blog.
Rebanho de pensamentos foi uma inspiração que encontrei em um poema de Fernando Pessoa, como já disse na primeira postagem.
Agora pego carona com o grande Pablo Neruda e confesso que vivi. Pretendo deixar aqui minhas experiências, crises, conflitos e verdades humanas que muitas vezes podem ser universais.
Eu confesso que vivi um período sem motivação, sabe aqueles dias que parece que a inspiração não vem, não brota, tudo fica cinza, sem sabor?, então estava assim...completamenmte sem graça...
Ainda bem, que esses momentos são passageiros em nossa vidas.
E aqui estou eu cheia de vontade para viver o novo em todos os aspectos da minha vida. rsrsr
Gostaria de ter mais controle sobre a minha vida,atitudes, romances...
Sabe, quando você pensa que encontrou a tão esperada pessoa ideal e que tudo vai dar certo e começa a construir seus sonhos junto com a pessoa? e de repente acorda que percebe que nada era tão ideal, belo e formoso assim? E aí surgem as frustrações...
Frustrações à parte não podemos nos deixar levar por elas, tentando resolver o turbilhão de pensamentos, neuras e conflitos interiores me peguei lendo o Livro do Pe. Fabio de Melo (Quem me roubou de mim) e encontrei o que de forma resumida me fez compreender o que estava acontecendo comigo:
"Não houve tempo para o amor real. O que houve foi a construção de uma realidade fortemente marcada pelo desconhecimento pessoal. Relação diabólica, infértil e imatura. Ambos perderam".
Difícil para explicar mas, puramente verdadeiro esse parágrafo me fez entender que as vezes vivemos uma realidade fora do real, algo que pensamos ser o correto mas que no fundo não é, e aí vem o momento de súbita compreensão da situação e tudo em à tona e muitas vezes não da forma que gostaríamos que fossem, não é?
É assim a minha nada mole vida...rsrsrsrs
Egoísmo
"Sinto falta de você.
Mas o que sinto falta é tudo o que é
seu e que me falta.
Sinto falta de minhas faltas que em você não faltam.
Sinto falta do que eu gostaria de ser e que você já é.
Estranho jeito de carecer, de parecer amor.
Hoje, neste ímpeto de honestidade que me faz dizer,
Eu descobri minhas carências inconfessáveis
Que insisto em manter veladas.
Acessei o baú de minhas razões inconscientes
E descobri um motivo para não continuar mentindo.
Hoje eu quero lhe confessar o meu não amor,
Mesmo que pareça ser.
Eu não tenho o direito de adentrar o seu território
Com o objetivo de lhe roubar a escritura.
Amor só vale a pena se for para ampliar o que já temos.
Você era melhor antes de mim, e só agora posso ver.
Nessa vida de fachadas tão atraentes e fascinantes;
Nestes tempos de retirados e retirantes,
Sequestrados e sequestradores,
A gente corre o risco
De não saber exatamente quem somos.
Mas o tempo de saber já chegou.
Não quero mais conviver com meu lado obscuro,
E, por isso, ouso direcionar meu braços
Na direção da dose de honestidade que hoje me cabe.
Hoje quero lhe confessar meu egoísmo.
quem sabe assim eu possa
Ainda que por um instante amar você de verdade.
Perdoe-me se meu amor chegou tarde demais,
Se meu querer bem é inoportuno e em hora errada.
É que hoje eu quero lhe confessar meu desatino,
Meu segredo tão desconcertante:
Ao dizer que sinto falta de você
Eu sinto falta é de mim mesmo".
(Pe. Fabio de Melo)

domingo, 9 de agosto de 2009

As mãos do meu pai ( Mário Quintana )
As tuas mãos têm grossas veias como cordas azuis sobre um fundo de manchas já cor de terra — como são belas as tuas mãos — pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram na nobre cólera dos justos...Porque há nas tuas mãos, meu velho pai, essa beleza que se chama simplesmente vida.E, ao entardecer, quando elas repousam nos braços da tua cadeira predileta, uma luz parece vir de dentro delas...Virá dessa chama que pouco a pouco, longamente, vieste alimentando na terrível solidão do mundo, como quem junta uns gravetos e tenta acendê-los contra o vento?Ah. Como os fizeste arder, fulgir, com o milagre das tuas mãos.E é, ainda, a vida que transfigura as tuas mãos nodosas... essa chama de vida — que transcende a própria vida... e que os Anjos, um dia, chamarão de alma.

Deixo aqui a minha homenagem ao meu pai que hoje não está mais conosco. Dos meus 32 anos de vida este é o primeiro dia dos pais que não o tenho ao meu lado. Estou muito triste e sem palavras... Jamais imaginei que num dia como esse daria flores para o meu pai...

É a vida é assim tem lá suas faces: positivas e negativas como já dizia Cora Coralina. E eu tenho que compreender e aprender a não deixar que fatos tristes sejam maiores que o grande milagre da vida.

Deus pediu a Moisés: "Diga ao povo que caminhe"...

Faço disso meu lema e caminho sempre, mesmo quando sinto um forte desejo de parar....

sábado, 8 de agosto de 2009


Assim eu vejo a vida


A vida tem duas faces: Positiva e negativa

O passado foi duro mas deixou o seu legado

Saber viver é a grande sabedoria

Que eu possa dignificar

Minha condição de mulher,

Aceitar suas limitações

E me fazer pedra de segurança dos valores que vão desmoronando.

Nasci em tempos rudes

Aceitei contradições lutas e pedras como lições de vida e delas me sirvo

Aprendi a viver.
(Cora Coralina)



E pego carona nisso que diz a nossa querida Cora Coralina para refletir sobre as faces da vida que não é nada fácil de ser vivida... Enquanto ela diz que aprendeu a viver, eu sem ser pretenciosa digo que estou na fase do aprendizado... estou aprendendoa viver ...com os fatos , com as pessoas que vem e que vão...

Devaneios... são apenas devaneios...rsrsrs

O resto não sei dizer...

não tenho como converter em palavras... rsrsrs







quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Coca Cola

Demorei ....e estou de volta!!!! rsrsrs

Fiquei um período mais introspectiva do que o normal. rsrrs
ahh, coisas da vida, reflexão, TPM, rsrsrs.

E quero deixar aqui um comercial da tão conhecida coca-cola que eu particularmente acho fantástico, mas, que não foi exibido na mídia brasileira, porém vale conferir...

Então, aumente som...

É para todos


Obs.: Não consumo coca-cola.

domingo, 21 de junho de 2009

Festa Junina


RSRSRS..... cidade pequena é o OHHHHH






Então em Votorantim tem a melhor festa junina do Estado e eu e amigas (Olivia, Lilian e Mari)fomos prestigiar e foi uma comédia....
Encontramos uma amiga minha, detalhe freira...rsrsrs. Ir. Sofia que nos convidou para passar as férias no Rio Grande do Sul...muito bom...rsrsrs

E tudo terminou com yakisoba, sopa de mandioquinha e muito vinhooooo.rsrsrs

Valeu meninas!!!!!

show do Roupa Nova

Na quinta-feira (18/06/09) fui no show do Roupa Nova na Festa Junina na minha cidade, foi muito, muito bom...
E a música que ficou foi essa:


quarta-feira, 17 de junho de 2009

Acabei de chegar do MBA e hoje encerramos a aula de Networking esse módulo foi ótimo sem contar o professor que é excelente. Valeu Prf. Carlos Franchi!!!!!


E falando em networking ... a comunicação é tudo! podemos falar uma única coisa de várias formas segue um pequeno texto que exemplifica isso...




cego e o publicitário

Havia um cego sentado numa calçada em Paris, tocando uma pequena flauta. ao lado dele havia um boné onde as esmolas eram jogadas e um pedaço de madeira, estava escrito em giz branco:

"Por favor, ajude-me, sou cego".

Um publicitário que passava em frente a ele, parou e viu umas poucas moedas no boné.

Sem pedir licença, pegou o cartaz, virou-o, e com giz escreveu outro anúncio. Em seguida, colocou o pedaço de madeira no lugar, aos pés do cego e foi embora.

Pela tarde o publicitário voltou a passar em frente ao cego que seguia pedindo esmolas.

Entretanto, desta vez o seu boné estava cheio de notas e moedas.

O cego logo reconheceu as pisadas e ,

perguntou ao publicitário se havia sido ele quem reescreveu seu cartaz, sobretudo querendo saber o que havia escrito ali,

o publicitário responde:

" Nada que não esteja de acordo com seu anúncio, mas com outras palavras"

ele, então sorriu e se foi.

O novo cartaz dizia:

"Hoje é primavera em Paris, e eu não posso vê-la".

quinta-feira, 11 de junho de 2009

E para descontrair vamos aprender com humor inteligente!!!!

domingo, 10 de maio de 2009

Missa é como um poema, não suporta enfeite nenhum.

Sou super fã da Adélia Prado, encontrei esse texto no Orkut em uma comunidade que participo e achei maravilhoso e postei para dividir com amigos....
Ainda bem que existem os poetas para dizer aquilo que muitas vezes está dentro de nós de não temos palavras para dize-lo.

««Missa é como um poema, não suporta enfeite nenhum», diz Adélia PradoEscritora brasileira defende resgate da beleza na celebração da liturgiaPor Alexandre RibeiroAPARECIDA, domingo, 2 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- Ao defender o esmero com as celebrações litúrgicas e a beleza como uma «necessidade vital» que deve permeá-las, a escritora brasileira Adélia Prado afirma que «a missa é como um poema, não suporta enfeite nenhum».«A missa é a coisa mais absurdamente poética que existe. É o absolutamente novo sempre. É Cristo se encarnando, tendo a sua Paixão, morrendo e ressuscitando. Nós não temos de botar mais nada em cima disso, é só isso», enfatiza.Poeta e prosadora, uma das mais renomadas escritoras brasileiras da atualidade, Adélia Prado, 71 anos, falou sobre o tema da linguagem poética e linguagem religiosa essa quinta-feira, em Aparecida (São Paulo), no contexto do evento «Vozes da Igreja», um festival musical e cultural.Ao propor a discussão do resgate da beleza nas celebrações litúrgicas, Adélia Prado reconheceu que essa é uma preocupação que a tem ocupado «há muitos anos». «Como cristã de confissão católica, eu acredito que tenho o dever de não ignorar a questão», disse.«Olha, gente – comentou com um tom de humor e lamento –, têm algumas celebrações que a gente sai da igreja com vontade de procurar um lugar para rezar.»Como um primeiro ponto a ser debatido, Adélia colocou a questão do canto usado na liturgia. Especialmente o canto «que tem um novo significado quanto à participação popular», ele «muitas vezes não ajuda a rezar».«O canto não é ungido, ele é feito, fazido, fabricado. É indispensável redescobrir o canto oração», disse, citando o padre católico Max Thurian, que, observador no Concílio Vaticano II ainda como calvinista, posteriormente converteu-se ao catolicismo e ordenou-se sacerdote.
«Nós não encontramos mais em nossas igrejas o espaço do silêncio. Eu estou falando da minha experiência, queira Deus que não seja essa a experiência aqui», comentou.«Parece que há um horror ao vazio. Não se pode parar um minuto». «Não há silêncio. Não havendo silêncio, não há audição. Eu não ouço a palavra, porque eu não ouço o mistério, e eu estou celebrando o mistério», disse.De acordo com a escritora mineira (natural de Divinópolis), «muitos procedimentos nossos são uma tentativa de domesticar aquilo que é inefável, que não pode ser domesticado, que é o absolutamente outro».«Porque a coisa é tão indizível, a magnitude é tal, que eu não tenho palavras. E não ter palavras significa o quê? Que existe algo inefável e que eu devo tratar com toda reverência.»Adélia Prado fez então críticas a interpretações equivocadas que se fizeram do Concílio Vaticano II na questão da reforma litúrgica.«Não é o fato de ter passado do latim para a língua vernácula, no nosso caso o português, não é isso. Mas é que nessa passagem houve um barateamento. Nós barateamos a linguagem e o culto ficou empobrecido daquilo que é a sua própria natureza, que é a beleza.»«A liturgia celebra o quê?» – questionou –. «O mistério. E que mistério é esse? É o mistério de uma criatura que reverencia e se prostra diante do Criador. É o humano diante do divino. Não há como colocar esse procedimento num nível de coisas banais ou comuns.»Segundo Adélia, o erro está na suposição de que, para aproximar o povo de Deus, deve-se falar a linguagem do povo.«Mas o que é a linguagem do povo? É aí que mora o equívoco», – disse –. «Não há ninguém que se acerca com maior reverência do mistério de Deus do que o próprio povo».«O próprio povo é aquele que mais tem reverência pelo sagrado e pelo mistério», enfatizou.
Segundo a escritora brasileira, barateou-se o espaço do sagrado e da liturgia «com letras feias, com músicas feias, comportamentos vulgares na igreja».«E está tão banalizado isso tudo nas nossas igrejas que até o modo de falar de Deus a gente mudou. Fala-se o “Chefão”, “Aquele lá de cima”, o “Paizão”, o “Companheirão”.»«Deus não é um “Companheirão”, ele não é um “Paizão”, ele não é um “Chefão”. Eu estou falando de outra coisa. Então há a necessidade de uma linguagem diferente, para que o povo de Deus possa realmente experimentar ou buscar aquilo que a Palavra está anunciando», afirmou.Para Adélia Prado, «linguagem religiosa é linguagem da criatura reconhecendo que é criatura, que Deus não é manipulável, e que eu dependo dele para mover a minha mão».Com esse espírito, enfatizou, «nossa Igreja pode criar naturalmente ritos e comportamentos, cantos absolutamente maravilhosos, porque verdadeiros».Ao destacar que a missa é como um poema e que não suporta enfeites, Adélia Prado afirmou que a celebração da Eucaristia «é perfeita» na sua simplicidade.«Nós colocamos enfeites, cartazes para todo lado, procissão disso, procissão daquilo, procissão do ofertório, procissão da Bíblia, palmas para Jesus. São coisas que vão quebrando o ritmo. E a missa tem um ritmo, é a liturgia da Palavra, as ofertas, a consagração… então ela é inteirinha.»«A arte a gente não entende. Fé a gente não entende. É algo dirigido à terceira margem da alma, ao sentimento, à sensibilidade. Não precisa inventar nada, nada, nada», disse Adélia.E encerrou declamando um poema seu, cujo um fragmento diz:Ninguém vê o cordeiro degolado na mesa,o sangue sobre as toalhas,seu lancinante grito,ninguém”. »

sexta-feira, 1 de maio de 2009



"Não me leve de mim.

Leve-me até à mim."

(Fábio de Melo)




Essa frase é muito significativa pra mim

me faz pensar, refletir um pouco mais sobre mim.

As vezes passam por nós pessoas que nos roubam de nós mesmos, nos fazem esquecer de quem somos.

Estou lendo o Livro do Pe. Fabio de Melo: Quem me roubou de mim?

é uma bela e profunda reflexão.

Existem relações que nos sequestram, nos tiram de nós mesmo...

Complexo de explicar porém, algo muito verdadeiro.

Isso acontece com nossas amizades, namoros, relação entre pais e filhos...

Provocam em nós um violência quase imperceptível e precisamos estar bem certos do que queremos e somos para que possamos nos defender sem que as pessoas que nos causam isso não sejam agredidas da mesma forma com que nos agridem.

Estou vivendo um movimento de procura, procuro por mim... o que sou e o que ainda serei.

Quando digo que sinto falta de alguém estou dizendo que sinto falta de mim mesma...

Sou assim... processo constante de auto conhecimento.

Matéria prima em processo de construção.



O Guardador de Rebanho



"Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com a o nariz e a boca.

Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.



Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz."
(Alberto Caeiro/Fernando Pessoa).

Esse trecho da poesia de Fernando Pessoa me inspirou a iniciar esse blog.

Quero partilhar meus pensamentos, alegrias, tristezas, enfim um pouco de mim.